quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Daquelas minhas mágoas que vão ficar para sempre...

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Quando me apercebi que tinham me tirado um dos meus ovários, foi um dos piores dias da minha vida.
Já tive dores insuportáveis, daquelas que grito e que durou muitos mas a dor da alma, essa é muito difícil de ultrapassar.
Sempre desejei conceber uma criança e depois de me diagnosticarem a Endometriose e apenas com um ovário, eu sempre soube que era a mesma coisa que me tivessem cortado os dois.
A minha terapêutica para evitar ser operada novamente passa por nunca deixar de tomar a pílula de forma ininterruptamente (sem qualquer paragem).
Quando me atraso a tomar a pilula começo a sentir novamente dores insuportáveis, então duvido que ter filhos seja uma opção para mim. Além disso a Endometriose é uma doença que torna uma mulher quase estéril.
Dói-me do fundo do coração quando oiço amigos meus que engravidaram ou que tiveram filhos. Saber que não posso dar essa alegria ao amor da minha vida é algo que me transtorna porque eu sei que ele sempre quis um filho biológico. Muitas vezes brincamos e dizendo que queríamos que a criança tivesse os olhos dele e o meu cabelo.
Também que dói muito quando me perguntam o motivo porque ainda não temos filhos porque eu sei que os meus amigos sempre nos viram como um casal maravilha capaz de ultrapassar todo o tipo de obstáculos.
Quando entro na secção de criança da C&A as lágrimas vêem-me aos olhos e dou por mim a sonhar com uma criança que não tenho.
Por isso está decidido: a partir de Abril (que é quando começo a receber melhor e ele também), vamos começar o processo de adopção (que neste país demora há volta de 3 anos).
Precisamos de algo para nos animar e não há nada melhor que o brilho de uma criança...

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